2 de fevereiro de 2016

ANTONIO BANDEIRA

Eclipse - 1954


      - Tais Luso de Carvalho

'A pintura não é feita para ser compreendida: deve ser capaz de uma comunicação humana, logo que for sentida através de um rápido olhar. Diante dela o homem não deve rir nem chorar, apenas ficar calado'.

Nesses termos, Antônio Bandeira definia a arte vibrante que criara desde seus anos de juventude. Nasceu em Fortaleza/Ceará no ano de 1922. Cedo revelou interesse pela pintura e lá em sua cidade começou a estudar arte. Anos depois reuniu-se com alguns pintores de Fortaleza e fundou o Centro Cultural Cearense de Belas-Artes.

Em 1945 Bandeira transferiu-se para o Rio de janeiro e, em seus quadros, o mar e as palmeiras da terra natal foram substituídas pelas vistas distantes cariocas. Obtendo grande sucesso através de sua exposição individual no Instituto de Arquitetos do Brasil, ganhou uma bolsa de estudos e partiu para a França em 1946. Dedicado a uma intensa atividade, estudou na Escola Superior de Belas Artes, seguiu cursos livres de desenho na Académie de la Grande Chaumière, além de frequentar o atelier de Narbonne e aprender gravura com Calanis.

Entre os vários pintores que Bandeira conheceu em Paris, Wolfgang Wols e Bryen foram os que exerceram maior influência em sua formação artística, aderindo ao informalismo ou abstracionismo lírico, movimento que surgia na época para combater a rigidez da pintura abstrata geométrica, utilizando formas indefinidas e cores alegres, animadas de puro lirismo.

Em 1964 instalou-se definitivamente em Paris onde veio a falecer em 1967. Inúmeros prêmios marcaram a vida de Bandeira onde participou de Bienais em São Paulo, Veneza, exposição em em 1955 onde foram vendidos, em poucos dias, todos os seus quadros na Obelisk Galery de Londres.

O MAM no Rio de janeiro, em outubro de 1969 fez uma retrospectiva de 300 obras do pintor, incluindo até objetos pessoais encontrados após sua morte no atelier que ocupava em Paris. Em 1970, a Collectio de São Paulo expões sessenta trabalhos de Bandeira.

'Nunca pinto quadros. Tento fazer pintura. Meu quadro é sempre uma seqüência do quadro que já foi elaborado para o que está sendo feito no momento, indo esse juntar-se ao que vai nascer depois. Talvez gostasse de fazer quadros em circuitos, e que eles nunca terminassem e acredito que nunca terminarão mesmo'.

Antonio Bandeira: 1922 Fortaleza / 1967 Paris. Um pintor brasileiro que consagrou-se internacionalmente



clique para + zoom
                      Retrato de menino 1952            Menino sentado 1945                           


                    Auto-retrato - 1944                                     Mulher na rede - 1945                   
                          
Transatlantique - 1948


Cidade iluminada - 1953