29 de junho de 2013

OTTO DIX / 1891 - 1969


- Tais Luso de Carvalho

Otto Dix foi um pintor expressionista alemão que serviu na Primeira Guerra Mundial. Também gravador. Nasceu em 1891 em Gera / Alemanha. Estudou nas academias de Dressen e Düsseldorf, sendo George Grosz o grande expoente do movimento. Seu pai trabalhava numa fundição de ferro e sua mãe era costureira.

Quando criança passava no atelier de seu primo, o paisagista Fritz Amann, onde recebeu incentivo para pintar, começando por paisagens.

Voltou da Guerra de 1914, o qual serviu no setor de artilharia, e mostrou em sua obra toda a desilusão e repugnância ante os horrores,  a depravação de uma sociedade decadente e com um desequilíbrio emocional devastador. Ferido várias vezes, voltou numa maca com ferimentos quase fatais. Seus colegas voltavam mutilados, feridos ou loucos.

As experiências da Guerra, que retratou em quadros de grandes dimensões e com o estilo de um grande mestre,  marcaram não só essa sua visão de mundo, mas seu desejo de recompor na tela os fragmentos desse mundo e a dimensão do poder destrutivo do homem.

Suas obras manifestam a ansiedade do indivíduo e o seu papel na sociedade apresentam uma precisão anatômica de muito realismo. No retrato de seus pais (acima),  as mãos estendidas em direção ao observados, revelam a dureza de uma vida marcada pelo trabalho, enquanto os personagens estão tensos e orgulhosos.

Sua obra  O Vendedor de Fósforos  -1920, é uma descrição desumana da indiferença diante do sofrimento, representado os transeuntes ignorando um ex-soldado cego e paralítico que pede esmola para sobreviver. As 50 gravuras retratando a Guerra, escritas por G.H. Hamilton – Pinturas e Esculturas na Europa, 1880-1940, como talvez as mais desagradáveis manifestações antibelicistas da arte moderna.

Outro dos temas preferidos de Dix era a prostituição. Em 1927, foi nomeado professor da Academia de Dresden e em 1931 para a Academia Prussiana. Mas por ser antimilitarista, Dix atraiu a cólera do regime nazista e foi deposto de seus cargos acadêmicos em 1933, quando sua obra foi descrita como  degenerada. 

Em 1939 foi preso sob a acusação de colaborar num plano para o assassinato de Hitler, mas logo foi solto. No ano de 1945, voltou ao front na Segunda Guerra e foi feito prisioneiro pelos franceses. Em sua fase de exílio no próprio país, abandonou a pintura política e passou a pintar temas de misticismo religioso e paisagens que se assemelhavam à arte clássica.

Expressionista – retratou a guerra com um realismo brutal.
Relatos políticos e sociais.
Portanto, um artista de grande valor – morreu em 1969, Sigen / Alemanha.

Veja maior, dê um zoom!


Os mutilados de guerra

Mutilado de Guerra ante a indiferença dos transeuntes






Referências:
Oxford de Arte / Martins Fuentes - 2007
Grandes Artistas / Sextante