10 de março de 2015

BEATRIZ MILHAZES E SUA OBRA CONTEMPORÂNEA

Sinfonia Nordestina - 2008

     - Tais Luso

Beatriz Milhazes, nasceu no Rio de Janeiro em 1960. É pintora, gravadora e ilustradora e professora. Iniciou-se em artes plásticas em 1980, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), fundada por Rubens Gerchman, em 1975. A Escola é referência nacional no ensino das artes, localizada em um parque nacional de mata Atlântica, numa casa de estilo eclético construída em 1920. Este espaço pertence à Secretaria de Estado de Cultura.
No período de 1984, no Parque Lage, aos 24 anos, participou do movimento Como vai você, Geração 80? - onde mais de 100 artistas questionaram a ditadura militar, e como um desabafo expressaram-se de diversas maneiras. Lá, Beatriz lecionou após ser aluna.
A cor tornou-se um elemento da maior importância na obra de Beatriz Milhazes, acompanhada de círculos – onde é a ideia central de suas obras, por onde tudo começa, interagindo com geométricos, quadrados, flores, arabescos e listras, onde a composição torna-se alegre e bela.
Vê-se em suas obras um comprometimento com a arte popular brasileira, a arte aplicada; também com o construtivismo, um movimento do início do séc. XX que baseava-se na ideia de que a arte deveria ser construída com elementos geométricos e materiais modernos, em vez de imitações.
Suas obras se impõem em qualquer ambiente, por serem muito coloridas, muitos cortes, muitos preenchimentos, muitos acontecimentos que ocorrem na trajetória de seu trabalho. É uma mistura de fauna e flora, de carnaval, de modernismo, de ornamentos, de arquitetura barroca a objetos de art-déco, lembrando intensamente os trópicos. Tudo se encontra alegremente misturados em suas colagens e conta, a artista, que sua inspiração veio muito de Mondrian, Matisse, Tarsila do Amaral e Burle Marx.
Num trabalho minucioso, Beatriz Milhazes trabalha no máximo dez obras por ano, onde a lista de espera por suas obras é grande.
Ao longo dos anos participou de Bienais em São Paulo e Veneza. Seu currículo apresenta obras nos acervos dos museus Moma, Guggrnheim e Metropolitan em Nova York; também na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa) e na Fondation Cartier (Paris), Century Museum of Contemporary Art (Kanazawa, Japão), além de dezenas de coletivas desde 1983 nos Estados Unidos e em diversos países da América do Sul e Europa, como tantas outras exposições individuais em vários países.
Sua obra O Mágico, pintada em 2001, foi vendida em um leilão da Sotheby’s, em Nova York (2009), por cerca de R$ 1,6 milhão; sua tela O Moderno foi comprada em Londres por R$ 1,8 milhão pela Phillips de Pury & Company. E, em 2012, a obra Meu Limão foi vendida por 2 milhões de dólares na Galeria Sotheby's.


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Meu Limão
Serpentina - 2003
Surface and Surface
O Mágico
Painéis no metrô de Londres - 2005
Janelas da Pinacoteca São Paulo  2008 - obra de Beatriz Milhazes
Escola Parque Lage - Rio de Janeiro

Veja mais obras no vídeo  e a Exposição em Fortaleza até 24 de Maio de 2015