18 de maio de 2013

JAMES ENSOR




- Tais Luso de Carvalho

James Ensor, pintor e gravador belga nasceu em Ostende em 1860. Foi um dos artistas mais originais de sua época e uma das influências formativas do Expressionismo – movimento que implica a transformação ou distorção artística da aparência das coisas, a fim de explorá-las como veículo para um conteúdo emotivo.

Seus quadros bizarros, povoados de pessoas mascaradas e coloridos, retratavam um mundo burlesco e alienado. As máscaras e os personagens fundem-se numa dúvida: eram as máscaras que se transformavam em rostos ou os rostos humanos que se transformavam em máscaras? E com isso, repetia o mesmo tema: da existência humana, da morte, e de temas religiosos. Mostrava um certo desassossego, um desespero. Sua pintura, que retratava um mundo com muito humor e ironia aproximava-se de Bosch e Bruegel.

Entre 1873 - 75, Ensor frequentou o liceu Notre Dame de Ostende. Teve aulas de desenho com dois artistas: Edouard Dubar e Michel Van Cuyck.

Com suas obras fantásticas e também macabras exerceu uma influência considerável sobre a futura arte expressionista e surrealista. Mas sua obra, no entanto, desafia qualquer classificação.

O mundo das máscaras originou-se da loja de seus pais, sendo um dos primeiros artistas a apreciar as máscaras africanas. Utilizava cores ardentes para representar cortejos fantasmagóricos, multidões sem características individuais, percorrendo paisagens indefinidas como se fossem sonâmbulos.

Suas obras foram rejeitadas pelo Salão de Bruxelas de 1883. Com isso, Ensor juntou-se ao grupo progressista Les Vingt – um grupo de vinte pintores e escultores que expuseram juntos de 1884 a 1893. Entraram obras não só dos pintores belgas como Ensor, Jan Toorop, Henry van de Velde, mas também de Cezanne, Van Gogh e Seurat. Esse grupo teve papel importante, na Bélgica, nos movimentos Simbolista e na Art Noveau.

A obra mais expressiva de Ensor talvez tenha sido Entrada de Cristo em Bruxelas-1888. Provocou tantas críticas entre seus companheiros do grupo que não havia mais condições de permanecer entre eles. Após esse episódio, o pintor tornou-se recluso, e passou a ter aversão à convivência com as pessoas.

Em 1893, Ensor fez sua última exposição com o grupo, mas sentindo-se cada vez mais isolado, põe o seu estúdio á venda por 8500 francosmas nenhum comprador se mostrou  interessado.

Em 1900, voltou a repetir seus temas favoritos. Em 1929 foi condecorado pelo rei Alberto I, o título de barão, e sua obra polêmica A Entrada de Cristo em Bruxelas, foi exposta pela primeira vez ao público.
Faleceu em 1949. 

         The bourgeois solon - 1881                        The Oyster eater - 1882
Cozinheiros Perigosos
Os Telhados de Ostende - 1901
Máscaras assistindo uma tartaruga - 1894
O esqueleto do pintor em seu estúdio


Livro:
de Ulrike Becks-Malorny