29 de dezembro de 2013

PEDRO ALEXANDRINO / um show de Natureza-morta

Maçãs e uvas - Pinacoteca de São Paulo

          - Tais Luso de Carvalho

Pedro Alexandrino nasceu na cidade de São Paulo em 1856.
Em 1939, a Exposição Nacional do Rio de janeiro concedeu seu prêmio máximo a um artista de 83 anos: Pedro Alexandrino Borges. A premiação além de um reconhecimento pelo valor do trabalho apresentado, expressava também a admiração do público e da crítica especializada por uma vida inteiramente dedicada à arte.
Com apenas 11 anos, em 1867, o garoto paulista Pedro Alexandrino iniciava-se na pintura trabalhando com Claude Joseph Barandier, artista francês. Sua primeira obra – um retrato – foi executada um ano depois, iniciando-se assim uma carreira que continuaria até 1942, ano de seu falecimento.
Durante muito tempo Pedro Alexandrino trabalhava sucessivamente com diversos outros pintores brasileiros e franceses – em decoração.
A partir de 1880, Alexandrino recebeu lições regulares de desenho com o pintor João Boaventura Cruz, e logo em seguida começou a trabalhar sozinho em decoração, restaurações, painéis e outros trabalhos de pintura.
O contato com o grande pintor Almeida Jr., com quem passou a trabalhar e estudar em 1882, foi decisivo para sua arte. Foi com o grande mestre que seu gosto pela natureza- morta se acentua, e através de sua influência que conseguiu, finalmente, uma pensão para estudar na Europa, partindo para Paris em 1896, depois de cinco anos de estudos na Imperial Academia de Belas-Artes do Rio de Janeiro.
Os longos anos de sacrifício, estudo e dedicação foram proveitosos: na Europa Alexandrino estudou na Academia Cormon e com Antoine Vallon. Expôs, com regularidade no Salon des Artiste Français e em Baden-Baden, Veneza, Versalhes e Mônaco, sendo premiado nas duas últimas. E ainda agraciado com a Legião de Honra e a comenda da Coroa da Itália, figurando como artista de mérito da Academia de Gênova.
Voltando ao Brasil, em 1913, Pedro Alexandrino passou a viver exclusivamente de seus quadros e de aulas de pintura. Entre seus alunos estavam Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Aldo Bonadei.
Apesar de ter sido um pintor contemporâneo ao impressionismo e de ter assistido ao desenvolvimento da arte moderna, Alexandrino manteve-se fiel à sua arte: a natureza morta, às pesquisas sobre a matéria, com sua veracidade de brilho, opacidade e relevo.
Morreu em São Paulo no ano de 1942 de broncopneumonia. Foi um dos mais destacados artistas desse gênero.


A copa - Museu Nacional de Belas Artes

Metal, cristais e abacaxi
Composição: Jarra de metal e bananas
Aspargos
Natureza-morta / coleção particular


Referências: Pintura no Brasil / Arte nos Séculos – Abril Cultural