21 de outubro de 2013

VICENTE DO REGO MONTEIRO




              – Tais Luso de Carvalho

Vicente do Rego Monteiro, nasceu em Recife – Brasil em 19 de dezembro de 1899. Com 12 anos de idade passou a dividir sua vida entre Recife e Paris na companhia de sua irmã Fédora, também pintora. De 1911 a 1914 residiu em Paris onde frequentou  a Academia Julien, e dois anos depois expôs suas esculturas e pinturas no Salon des Indépendants, em 1913 – Paris.

Em 1914 retornou ao Brasil, fixando-se no Rio de janeiro. Em 1920 expôs aquarelas em São Paulo e ligou-se aos modernistas Anita Malfatti, Brecheret e Di Cavalcanti e  conhecendo em São Paulo, Pedro Alexandrino.

Já adulto e sempre atuante como pensador, pintor, escultor, jornalista e editor, sua criatividade o conduziu à realizar-se nos mais diferentes campos,  desenvolvendo sua pintura inspirada na arte indígena, raiz de brasilidade que procurou manter através de sua obra.

Participou de várias mostras individuais em Recife, São Paulo, Rio de janeiro, Paris e, em 1922, integra a Semana de Arte Moderna deixando 8 obras aos cuidados do poeta Ronald de Carvalho que viriam a figurar na Semana de 22. Participou, ainda, de diversas coletivas nos EEUU, Holanda, Paris, Recife, Salvador, Olinda e São Paulo.

Sua segunda estada na França foi muito proveitosa: a editora Tolmer publica, com textos e ilustrações de sua autoria, o livro sobre lendas indígenas que projeta Vicente no ambiente literário.

Novamente de volta ao Brasil o artista fundou, no Recife, a revista Renovação – no ano de 1929. No ano seguinte promoveu uma série de Exposições trazendo do exterior telas de Braque, Léger, Picasso, Miró, Gino Severine, Fernand Léger, e outros artistas do cubismo e Surrealismo.

Continuando sua experiência editorial, Vicente publica em Paris (1947), a revista La Presse à Brás. Nesse período se dedica intensamente à poesia. Organiza o Mur des Poètes, O 1º Congresso Internacional de Poesia de Paris e o 1º Salão de Poesia - ambos em 1952. Coroando sua dedicação e talento recebe, com o livro 'Broussais – La Charité', o prêmio Apollinaire.

Porém, melhor sucedido na pintura do que nas letras, no ano de 1957 foi nomeado catedrático da Universidade Federal de Pernambuco. 

Museus do Brasil e da Europa expõem suas telas, onde o desenho forte, às vezes monumental, mostra a preocupação constante do artista: não abandonar os valores nacionais.

Faleceu repentinamente em 5 de junho de 1970, de enfarte, quando se preparava para viajar de Recife para Brasília. 

Já no ano seguinte, em novembro de 1971, o MAC organizou a primeira retrospectiva em sua sede, no Ibirapuera. 








Fontes:  Arte nos séculos / Abril cultural   -  D.Oxford de Arte